Eu consegui
Entreguei a carta de demissão a 2 de Junho de 2016. Ponderei, várias vezes, se era o que realmente queria. Quando caímos numa (má) rotina, não existe espaço ou tempo para arriscar. Não é seguro, não é viável. Estamos conformados. E o parvo disto tudo é que não nos importamos. Chegamos a um estado quase inanimado. Casa - trabalho, trabalho - casa. Uns copos com os amigos esporadicamente. Dois dedos de conversa, onde o assunto é quase sempre o mesmo. Trabalho. O vocabulário reduz a um conjunto de frases: "Olá, bom dia! Precisa de ajuda?, É para oferta?, Número de contribuinte é necessário?" E ali ficamos. Tentamos dar o nosso melhor, na esperança de que um dia haja uma retribuição, uma oportunidade. Não se iludam. Alguém viu isso em mim e disse basta. Aqui estava eu, em modo piloto automático, praticamente infeliz. Nada satisfeita com o caminho que estava a seguir. O caminho mais fácil, para que o cansaço não me esgotasse completamente. E aí, eu é que disse basta. ...






